sábado, outubro 31, 2026
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Entenda como funcionam as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos

por Curta FM

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como “midterms”, ocorrem na próxima terça-feira (3). O pleito é realizado na metade do mandato do presidente Donald Trump e renova quase a totalidade do Congresso estadunidense, seguindo regras diferentes do sistema eleitoral brasileiro. Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.

Diferentemente do Brasil, onde a apuração é centralizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o sistema dos Estados Unidos é descentralizado, e cada estado define e coordena suas próprias regras de votação e apuração.

No Senado, cada um dos 50 estados possui duas cadeiras, independentemente do tamanho da população. Já na Câmara dos Representantes, as vagas são distribuídas por distritos eleitorais mapeados conforme a densidade populacional de cada estado. Os deputados cumprem mandatos de dois anos, enquanto os senadores exercem mandatos de seis anos, com a Casa renovada em terços a cada dois anos.

Embora o nome de Trump não esteja nas urnas, o pleito é considerado um teste decisivo para os dois últimos anos de seu governo. Atualmente, o Partido Republicano detém a maioria nas duas Casas Legislativas.

No entanto, pesquisas recentes, como o levantamento Reuters/Ipsos divulgado em 19 de outubro, apontam que 66% dos eleitores desaprovam a gestão do presidente, impulsionados pela insatisfação com o alto custo de vida e a condução da economia. Projeções indicam favoritismo do Partido Democrata para retomar o controle tanto da Câmara quanto do Senado.

Além da disputa entre democratas e republicanos, a eleição registra o fortalecimento de movimentos progressistas e socialistas. Cerca de 131 candidaturas ao redor do país contam com o apoio da organização Socialistas Democráticos da América (DSA, na sigla em inglês), cujos integrantes concorrem filiados ao Partido Democrata.

O crescimento do grupo, impulsionado por lideranças como o senador Bernie Sanders, as deputadas Alexandria Ocasio-Cortez e Rashida Tlaib, e a vitória de Zohran Mamdani para a prefeitura de Nova York, é apontado por analistas como reação aos anos de “trumpismo” e às crescentes desigualdades sociais.

A disputa eleitoral nos Estados Unidos também produz reflexos na política brasileira. Parlamentares democratas passaram a usar a concessão de visto ao candidato presidencial derrotado no Brasil, Flávio Bolsonaro (PL), como munição contra o governo Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio. Integrantes da oposição criticam o acolhimento oferecido a um político investigado pela Justiça brasileira, enquanto o governo estadunidense impõe restrições a refugiados e imigrantes.



Fonte: Brasil de Fato

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