quinta-feira, junho 25, 2026
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Gestão da pressão traz economia equivalente a dois meses do consumo de água da cidade de São Paulo

por Curta FM

A redução da pressão noturna, iniciada em agosto do ano passado por determinação do Governo de São Paulo, trouxe uma economia de 160 bilhões de litros de água na Região Metropolitana de São Paulo. O valor é o equivalente ao consumo mensal de 28 milhões de pessoas e daria para abastecer toda a cidade de São Paulo por dois meses consecutivos.

A medida integra o conjunto de ações adotadas pela Sabesp para aumentar a eficiência da distribuição e reduzir perdas de água, contribuindo para a preservação dos recursos hídricos.

O resultado ganha ainda mais relevância durante o inverno, período marcado pela estiagem e pela redução das chuvas no estado de São Paulo, quando os mananciais recebem menor volume e a gestão eficiente da água se torna ainda mais importante para garantir a segurança do abastecimento.

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A redução da pressão da água teve início em 28 de agosto de 2025 em toda a Região Metropolitana de São Paulo, das 21h às 5h, e ampliada em setembro, das 19h às 5h, quando há menor consumo pela população.

A ação, preventiva e temporária, atende a uma deliberação da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), do Governo de São Paulo, com o objetivo de preservar os reservatórios que abastecem a região.

Redução de perda de água

A redução de pressão noturna gera benefícios que vão além da operação do sistema de abastecimento. Para a sociedade, a medida contribui para a diminuição das perdas de água, aumenta a eficiência da rede de distribuição e reduz a ocorrência de vazamentos e rompimentos de tubulações, o que ajuda a minimizar interrupções no fornecimento e transtornos à população.

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Do ponto de vista ambiental, a prática promove o uso mais racional da água tratada, reduzindo o desperdício e contribuindo para a preservação dos mananciais. Com menos perdas, também diminui a necessidade de captação, tratamento e bombeamento de água, o que resulta em menor consumo de energia e de insumos químicos utilizados no processo de abastecimento.

Os imóveis que possuem reservação adequada, com caixa-d’água dimensionada conforme as normas técnicas, normalmente não sofrem impactos durante o período de redução de pressão.

Acesso à água em São Paulo

Para atender a população que não tem reservatório, a Sabesp ampliou o programa Reserva Certa, voltado à instalação gratuita de caixas-d’água para famílias de baixa renda enquadradas nas Tarifas Social e Vulnerável. Desde o início do programa, mais de 2,8 mil famílias já foram beneficiadas.

A Sabesp também executa obras estruturantes e medidas operacionais para ampliar a segurança hídrica e fortalecer a resiliência do abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo. Ao todo, estão previstos R$ 7,8 bilhões em investimentos em ações de segurança e resiliência hídrica até 2030, incluindo a modernização de sistemas produtores, ampliação da capacidade de tratamento, novas interligações entre mananciais e aumento da flexibilidade operacional.

Além disso, desde 2024, a empresa investe cerca de R$ 1 bilhão por ano em ações de redução de perdas, com previsão de R$ 9,7 bilhões até 2029. Entre as iniciativas, está a modernização da rede, já que grande parte das tubulações do Estado de São Paulo foi instalada há mais de 40 anos.

As iniciativas integram uma estratégia permanente de adaptação às mudanças climáticas baseada na diversificação das fontes de abastecimento, no fortalecimento dos mananciais, na ampliação da disponibilidade hídrica e na melhoria contínua da eficiência operacional.

A Companhia ressalta a importância do consumo consciente de água durante o período de estiagem e segue ampliando iniciativas de medição inteligente, que permitirão o monitoramento remoto do consumo e a identificação mais rápida de possíveis vazamentos.

Fonte: Agência SP

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